martes, 3 de noviembre de 2009

Fernanda Spertinha

Enxergo teus olhos
e neles, no profundo, estou;
sou a sombra que mora em teu íris
e a luz afogada que as veces dão.

Sou o andar silente
e cristalino do teu olhar;
sou o sono que a nacer irá
e a recordação dum bom amor.

Sou nada
e sendo assim é que sou alguem,
é assim que sou teu
e é assim que você me tem que quer.

Orfão, sou um coração souzinho
na tarde quente que fuge,
uma alma a se esquecer
na música da tua voz.

Sou o que tuas mãos querem de mim
e o grito que não pode-se desabafar
na escuridão da vida.
Sou teu.

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